Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras recebe oficialmente Registro Nacional de Museus 

Instituição passa a integrar formalmente o sistema museológico brasileiro e consolida o estado no mapa nacional das políticas públicas para a cultura e a memória 

 Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras alcançou um marco histórico ao obter o Registro de Museus junto ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Com a certificação, a instituição torna-se a única do Amapá oficialmente registrada no sistema museológico federal. 

O reconhecimento consolida o espaço como referência na preservação, valorização e difusão das memórias negras no estado. A conquista também fortalece a presença do Amapá no cenário nacional das políticas públicas de cultura. 

O Registro de Museus é um instrumento previsto no Estatuto de Museus (Lei nº 11.904/2009). Ele tem como objetivo estimular a formalização das instituições museológicas no país. 

Diferente do Cadastro Nacional de Museus, o registro exige análise técnica e verificação de critérios legais. Esse processo garante que a instituição cumpra requisitos como caráter permanente, acesso público, ausência de fins lucrativos e compromisso com a preservação do patrimônio cultural. 

  

Com o registro aprovado, o museu passa a integrar formalmente o sistema museológico brasileiro. 

Museu já integrava o Cadastro Nacional de Museus 

Antes do registro, o Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras já constava no Cadastro Nacional de Museus (CNM). Criado em 2006, o CNM mapeia e reúne informações qualificadas sobre os museus do Brasil. 

O cadastro reúne dados como localização, funcionamento, estrutura, acervo e serviços oferecidos ao público. Atualmente, mais de 3.900 museus integram a base nacional. 

As informações são organizadas por meio da Plataforma MuseusBr, adotada pelo Ibram desde 2015. 

Plataforma MuseusBr amplia transparência e participação social 

A Plataforma MuseusBr passou por reformulação e ganhou nova versão em 2024. A ferramenta tornou-se mais dinâmica, colaborativa e acessível à sociedade. 

O sistema permite a participação direta de gestores, pesquisadores e profissionais da área. Também fortalece a produção de dados e o acesso à informação sobre os museus brasileiros. 

Amapá se prepara para novas fontes de economia 

Capacitação de servidores estaduais visa planejar e implementar ações estratégicas para geração de novos empregos, desburocratização de processos e criação de mecanismos que garantam que investimentos se tornem emprego e renda para os amapaenses 

O governo do estado do Amapá, buscando modernizar a gestão econômica, à luz de fontes de emprego e renda, como petróleo, gás, bioeconomia e agronegócio, iniciou na manhã desta terça-feira, 27, e vai até 29, quinta, a primeira rodada de capacitação técnica ministrada pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FespSP). 

O treinamento é voltado a servidores da Agência Amapá de Desenvolvimento Econômico (Agência Amapá) e das secretarias de Planejamento e de Governo. Eles aprenderão a planejar e implementar ações estratégicas para gerar novos empregos, desburocratizar processos e criar mecanismos que garantam que os investimentos se tornem emprego e renda para os amapaenses. 

Adriano Ludovice, consultor da FespSP, disse que a capacitação busca acompanhar o processo de desenvolvimento do Amapá em seus vários segmentos, como a bioeconomia, mineração e agronegócio, e principalmente a esperada era de petróleo e gás natural. “Nossa intenção é fazer com que essas discussões se traduzam em emprego e renda para a população”, reforçou. 

De acordo com o programa do treinamento, na área de petróleo e gás o foco é a criação de políticas públicas específicas para a cadeia de óleo e gás, garantindo que o estado do Amapá esteja preparado para receber grandes investimentos e transformar os recursos em benefícios sociais. 

A capacitação também enfatiza a modernização de programas e projetos voltados às cadeias produtivas do estado e ao fortalecimento das empresas amapaenses, independência técnica e atração de investimentos estratégicos para ampliar a captação de recursos e fortalecer parcerias com o setor privado. 

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