Por JORGE JÚNIOR
Na manhã desta quarta-feira (4), o Antônio Furlan e o vice-prefeito de Macapá (AP) foram afastados temporariamente de suas funções por ordem do Supremo Tribunal Federal. A medida faz parte da segunda etapa da chamada Operação Paroxismo, conduzida pela Polícia Federal, que investiga irregularidades na contratação de serviços relacionados às obras do Hospital Geral Municipal da capital amapaense.
Segundo a decisão da Corte, existem indícios de um esquema que incluiria fraude à licitação, direcionamento de contratos, desvio de dinheiro público e lavagem de ativos no projeto de construção da unidade de saúde. Para aprofundar as apurações, o STF determinou o afastamento dos dois gestores por 60 dias e autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém (PA) e Natal (RN).
A ação está voltada especialmente ao contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde, com foco em recursos provenientes de emendas parlamentares. A Polícia Federal busca esclarecimentos sobre possíveis irregularidades no processo licitatório e movimentações financeiras suspeitas que teriam ocorrido no contexto das obras do hospital. Em janeiro, reportagens já haviam apontado que a PF investigava o prefeito e mencionavam saques realizados em contas vinculadas a um motorista ligado a ele, levantando mais questionamentos sobre a administração municipal.



