Por EDER BRASIL • Sabe aquele dia, geralmente um domingo 22h, você vai preparar aquela jantinha marota, um charque com açaí, mas aí de repente a chama no fogão começa a ficar fraquinha e vai sumindo, até o fogo se apagar, é uma situação muito ruim né? Pois é, imagina milhões de pessoas na linha da pobreza em todo país que convivem com a ausência do gás de cozinha por dias e até um mês inteiro, essa realidade é um fato e está acima de qualquer ideologia política, é um problema que não se resolve de maneira imediata mas pode ser minimizado enquanto o poder público constrói vias em longo prazo para combater as desigualdades sociais.
O Vale-Gás, que agora foi reformulado e ampliado no programa “Gás do Povo”, é uma política pública brasileira de assistência social focada em garantir acesso ao gás de cozinha, o GLP, junto com a farinha da baguda, é um item essencial do dia a dia para as famílias brasileiras. Mas que muitas vezes falta na casa de famílias em situação de vulnerabilidade econômica.
Um ponto importante é que em vez de um auxílio em dinheiro, o programa oferece vales para retirada de botijões de gás gratuitos em revendas credenciadas. A meta é atender cerca de 15,5 milhões de famílias, o que representaria cerca de 50 milhões de pessoas beneficiadas em todo o país. Como funciona na prática?

Famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda per capita familiar de até meio salário mínimo têm direito ao benefício. A quantidade de botijões que a família pode retirar por ano depende do tamanho da casa. Famílias com mais integrantes recebem mais vales. O acesso ao benefício ocorre por meio de um aplicativo oficial ou cartão bancário, usando o CPF do responsável familiar. E ajuda muita gente viu!
Em 2025, o governo federal programou recursos da ordem de R$ 3,57 bilhões; em 2026, está previsto um orçamento ainda maior, de R$ 5,1 bilhões, para garantir a continuidade e ampliação do programa. Esse auxílio tem um papel social, o gás de cozinha pode representar uma parte significativa das despesas de uma família de baixa renda, sim, tem gente que é batalhador mas tem vivido uma maré ruim por algum tempo, mas precisa se alimentar, tem família para cuidar, em alguns estados, o preço de um botijão pode ultrapassar 10% do salário mínimo mensal.
Ao garantir o acesso ao gás, o programa reduz a pressão dentro do salário do trabalhador e salva muitas pessoas que estão desempregadas. No Amapá, o Gás do Povo complementa os diversos programas do Governo do estado que visam enfrentar o mapa da fome, o estado do Amapá mantém atualmente um conjunto de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da fome e da insegurança alimentar, um problema que historicamente atinge parte significativa da população do estado e que tem recebido a atenção do governador Clécio Luís, e garantindo a diminuição das desigualdades em terras tucujus, um dos principais é o programa Amapá Sem Fome, que integra ações como a distribuição de kits de alimentos, vale-gás social, apoio nutricional à primeira infância e a implantação de restaurantes e unidades sociais de refeições, alcançando famílias em situação de vulnerabilidade nos 16 municípios.
O Gás do Povo representa uma resposta concreta a uma necessidade básica: o acesso ao gás de cozinha para famílias de baixa renda, promove dignidade e contribui para uma maior justiça social, principalmente unido a boas políticas públicas promovidas pelo Governo do estado com a intenção de garantir o bem-estar da população.



