Por JORGE JÚNIOR
Na manhã desta quarta-feira (04) Macapá viveu mais um capítulo conturbado da sua história política: por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), o prefeito de Macapá e seu vice foram afastados cauterlamente tendo como pano de fundo gravíssimas acusações de desvios de recursos públicos da obra de um hospital municipal na capital.
Um dos investigados mais proeminentes é peça chave desse esquema, segundo diz a Polícia Federal, é Rodrigo de Queiroz Moreira, da Gama Engenharia. Segundo interlocutores do empresário, ele não está se sentindo confortável com tudo isso e que deu sinais claros de que não vai aguentar uma possível prisão. Já se fala em delação premiada, caso que poderá ou não acontecer no decorrer do processo.
A operação Paroxismo II foi autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino que determinou o afastamento de quatro pessoas, dentre elas estão o prefeito Antônio Furlan, seu vice Mário Neto, a secretária de saúde Érica Aymoré e Walmiglisson Silva, que é chefe do setor de licitações da prefeitura de Macapá. Além desses quatro alvos, outros nove também tiveram busca e apreensão por ordem de Dino, são eles: Hugo Côrrea, que é administrador da clínica do prefeito, Jequerson da Costa, motorista de Furlan, Isabella Moreira, ex-esposa do prefeito, o empresário Fabrizio de Almeida, Rodrigo Moreira que junto com Fabrizio são donos da Gama Engenharia, as empresas Instituto de Medicina do Coração LTDA e R C F S Médicos LTDA, de propriedades de Furlan e sua esposa Rayssa respectivamente, por fim, a própria Rayssa Furlan, a qual a PF diz que teria recebido valores milionários nas suas contas empresariais.



