EXCLUSIVO! Como o Master colocou braço financeiro da Reag dentro da Prefeitura de Macapá sem despertar suspeitas

Por JORGE JÚNIOR, JULIANA CARDOSO E EDUARDA RAMOS – Jornalismo Investigativo

O núcleo de jornalismo investigativo do Diário da Gente mostra agora como Daniel Vorcaro, dono do Master, e Augusto Lima, o Guto, da Reag, colocaram o CredCestas e a ConsigLog na gestão Antônio Furlan e lucraram milhões com o superendividamento dos servidores municipais e como o Master colocou seu braço financeiro da Raeg dentro da gestão municipal sem levantar suspeitas. O rombo somente na previdência municipal beira os R$ 600 milhões de reais e coincide com o período que os fundos operaram na PMM.

Documentos oficiais mostram que a gestão Furlan autorizou, em 2023, a operação do produto consignado “Credcesta” através da empresa PKL One Participações S.A. ligadas a outros fundos do Master de nome Diamond e Ametrino Participações que juntos injetaram cerca de R$ 200 milhões na PKL One Participações S.A.

Essa estrutura ligada ao ecossistema financeiro que orbita o Banco Master e fundos associados à Reag do empresário Augusto Lima acusado de ser sócio oculto do Banco Master, liquidado em dezembro pelo Banco Central por suspeitas de golpes no mercado financeiro.

Um dos convênio com a Macapá Previdência permitiu a ampliação de crédito consignado sobre servidores vinculados ao MacapáPrev justamente em meio ao agravamento do déficit previdenciário do município, estimado em cerca de R$ 600 milhões. Além do Credcesta, outro braço ligado ao fundo Reag também passou a operar no município: a ConsigLog, empresa de propriedade de Augusto Lima. Na época dos fatos a MacapáPrev era comandada por Leivo Rodrigues, mas as relações continuaram na gestão Janayna Ramos.

Augusto Lima aparece ao lado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, na chamada Operação Compliance Zero, investigação que apura suposto favorecimento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) através de estruturas financeiras e operações consideradas suspeitas pelas autoridades.

A presença simultânea de produtos ligados ao ecossistema Master/Reag dentro da estrutura de consignados da Prefeitura de Macapá deve ganhar contornos gravíssimos uma vez que essas relações estariam fora do radar da Polícia Federal até o momento.

Além desses novos dados gravíssimos, após desdobramentos da Operação Paroxismo II que afastou o prefeito e vice de Macapá, foram constatadas que 108 liquidações manuais foram feitas no sistema de liquidações manuais de contratos da ConsigLog somando R$ 5 milhões de reais em baixas considersdas irregulares – manobra vista como desvio para liberar novas contratações de empréstimos.

Sobre a matéria, nossa equipe procurou as defesas dos empresários Augusto Lima, Daniel Vorcaro, Leivo Rodrigues, Janayna Ramos e Antônio Furlan, mas não foram encontradas para prestar esclarecimentos.

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